sexta-feira, 9 de julho de 2010

Hong Kong, Ásia. Enfim o grande continente!

Depois de 5 meses vivendo na Austrália, 14 dias rodando de motorhome em New Zealand e 12 horas de vôo iniciamos nossa incrível jornada pela Asia aterrisando no aeroporto de Hong-Kong. De táxi fomos direto pra um dos dois hotéis que existem no complexo na Disneyland Resort em Hong-Kong. Chique, segundo a Beatriz, que já tem um rigoroso padrão de qualidade para classificar hotéis... quarto enorme todo preparado pra receber crianças, com roupões, chinelos e amenities específicas pros pequenos. Fomos dormir com as quatro horas de fuso na cabeça pra encarar o dia seguinte, que ia começar cedo, com o dia da princesa!
O dia da princesa incluia um vestido, maquiagem e cabelo. Ah, e claro, uma sessão de fotos. 

Foi assim que a Bia foi pro parque e virou celebridade: todo mundo queria tirar foto com ela, queriam tocá-la, e se encantavam ao vê-la de princesa. Certeza que ela foi parar em pelo menos umas 50 fotos (por baixo) lá na China...
A Disney de HK vale a pena (pra quem já tá no caminho, claro!) não é muito grande, nem muito pequena. Dá pra vistá-la TODA em um único dia. As princesas não tem olhinhos puxados, e tem parada com fogos as oito da noite.
O dia sequinte tomamos café da manhã com o Pateta, Margarida, Donald e Mickey. A comilança era um show à parte, com comida japonesa, chinesa, indiana, tailandesa, waffels em forma de mickey, hash brown em forma de mickey, pastisserie, salmão defumado, salada, queijos ... 
Depois de uma piscininha deixamos o hotel chique da Disney, e embarcamos de metrô pra região de Kowoolon, que fica exatamente na frente de Hong-Kong, a ilha. Lá mora o Rodrigo e a Nanete, nossos anfitriões, ele irmão do Fabiano, amigo mais que querido. O apartamento deles fica no 59º andar de um prédio de 80 andares, que na verdade é baixinho comparado com os vizinhos que têm mais de 100 andares. Pra mim, que gosto de sentir meus pés no chão, olhar aqueles prédios gigantes me tiraram o folêgo. A vista era impressionante : Hong-Kong bem na nossa frente, com tantas luzes e prédios quanto se pode imaginar. 
De noite fomos visitar um mercado onde se compra tudo que quiser, made in china,claro, e que só acaba lá pela meia noite. Jantamos num chines, bem parecido com os que costumamos jantar na liberdade, mas com mesas na calçada.
Hong-Kong é uma cidade misturada pelo moderno e pelo antigo. O centro da cidade fica entre o mar e o morro, e tem umas ladeiras cheias de escadas rolantes a céu aberto,muito curioso. De manhã as escadas rolantes estavam descendo, e nós paramos num café pra esperar elas começarem a subir.
Fomos ao The Peak, o ponto mais alto da cidade, turístico e de onde se vê toda a cidade. Descemos de bondinho, o que me lembrou muito o Rio de Janeiro. 
Depois de almoçar demos uma andada por um bairro cheio de galerias e templos budistas. Você anda pela cidade em passarelas, viadutos de gente porque na rua não tem espaço pra todo mundo andar, que se cortam pra todos os lados, entrando em shoppings e estações de metrô.
Em Hong-Kong tudo funciona perfeitamente, e nós fizemos nosso check-in não imaculada estação de metrô de Kowoolon, que por sua vez fica embaixo de um shopping, um dia antes do vôo. Fomos pro aeroporto de metrô, e embarcamos pra Singapore, nossa segunda cidade na Asia, que assim como Hong-Kong, está com a economia acelerada, e crescendo sem parar.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

New Zealand - epílogo

Depois do passeio no Dobtful Sound paramos pra dormir e no dia seguinte começamos o longo caminho de volta pra Christchurch, 600km, onde pegaríamos o vôo no dia seguinte para Auckland e daí pra Hong Kong (despedimo-nos também do frio, o próximo inverno agora só em 2011). Qual a nossa surpresa quando no meio do caminho começou a nevar! Tudo começando a ficar branco.

Deixamos nossas amigas Fer e Camila em Queenstown, chorôrô de despedida, pausa pra um gigantesco Fergburger, fotos na Kawaru Bridge (o primeiro bunge-jump comercial do mundo) e mais neve na estrada...
No dia seguinte estávamos de volta a Auckland pra nos despedir de nossos amigos Raquel e Chris com uma baladinha de sexta à noite em grande estilo! Um beijo especial pra eles, obrigado por tudo e Chris, desculpaê pelo Mundial....

segunda-feira, 28 de junho de 2010

New Zealand - parte II

Após o vôo de helicóptero dormimos em Fox Glacier. Pela manhã cedo a Fer e a Camila foram fazer o trekking sobre o glaciar...
... esperamos elas voltarem e antes de seguir viagem rumo ao extremo sul da ilha fomos dar a última espiada no Aoraki/ Mt Cook.

E eu pensava que até aqui havíamos andado por estradas vazias... nos 300 km seguintes passávamos mais de 20km sem cruzar um carro sequer. Em cerca de 300 km passamos por uma cidade (Point Haas) até chegarmos no ponto apoio seguinte: Motueka, cuja população é de 110 habitantes. No verão. Como estávamos no inverno, há no vilarejo 67 residentes. O dia amanheceu enevoado, fazia frio, mas era possível avistar as montanhas que cercam o local, que é o ponto de partida para várias trilhas de 3 a 5 dias de duração que percorrem as montanhas e vales da região.
Aliás, essas trilhas de longa duração (apenas no verão) são uma das maiores atrações da Ilha Sul. Há uma rede de abrigos (Huts), posicionados a 1 dia de caminhada um do outro. A taxa de entrada na trilha dá direito ao uso dos abrigos.
Se cogumelo é símbolo de magia então a NZ é definitivamente um local mágico...

Seguimos viagem para Queenstown com uma parada em Wanaka, uma estação de ski super-charmosa à beira do lago que se preparava para o início da temporada de inverno.
Daí foi descer rumo ao vale de Queenstown, e começar a entender por que é um local privilegiado pela natureza para todo tipo de esporte radical que se possa imaginar...

Resolvemos encarar o Canyon Swing, o maior rope swing do mundo (www.canyonswing.co.nz)!
O salto a partir da plataforma posicionada acima do Canyon tem 63m de queda livre, onde seu corpo atinge 150km/h com 3,5g de força e depois começa a desacelerar lentamente e balançar nos 200m de arco sobre o rio e as rochas afiadas.
Essa aí na cadeira é a Lu, depois de ser amarrada e repreendida 3x pelas vaquinhas mimosas. Créditos das fotografias do Swing pra Beatriz.
No dia seguinte partimos rumo ao ponto mais austral de nossa aventura Kiwi, Te Anau e Manapouri, as margens dos respectivos lago homônimos e acesso para o Milford Sound e Doubtful Sound respectivamente. Conhecemos o segundo. Na NZ chama-se Sound a entrada de mar cercada de montanhas, conhecidas em outros lugares do mundo com Fiords (ex: Chile, Noruega), que serpenteia para dentro do continente.
O Doubtful tem este nome porque quando Capitan Cook navegou por ele pela primeira vez was doubtful to get the way out.  Começamos a viagem atravessando o lago Manapouri que cuja lamina d'água está a 283m anm. O lago tem 444m em seu ponto mais profundo, o que significa que seu fundo está 161m abaixo do nível do mar! Na outra margem do lago chegamos a Manapouri Power Station, a Itaipu Kiwi, responsável por aproximadamente 20% da geração energética da NZ, meros 730MW médios... A usina é interessante por si só, pois foi escavada na rocha 200m abaixo da superfície para gerar a queda d'água a partir do lago. De lá a água é escoada por um túnel de 9km até o Doubtful Sound, ao nível do mar.
Depois de visitarmos a usina descemos por uma estrada de terra para pegar o barco e navegar pelo Sound até o mar aberto e voltar. As imagens, falam por si. Parecia a terra dos Elfos...

Continua...