domingo, 20 de junho de 2010

New Zealand – parte I




Quando o filme saiu no cinema, pouco me interessei pelo Senhor dos Anéis; e também não entendia porque as pessoas, muitas vezes adultos, interessavam-se por aqueles livros tão grossos que levavam para todos os lados. Um colega de consultoria certa vez viajou duarante seis meses pro Chile todas as semanas carregando aqueles livros! Tudo bem, resolvi assistir aos filmes há algumas semanas já que estava prestes a ir para a New Zealand. Peter Jackson fez um trabalho maravilhoso, os filmes são ótimos, um melhor que o outro, e a história, com todos os detalhes e criaturas mágicas é fantástica pra dizer o mínimo.
Mas não se confunda leitor, este post NÃO é uma crítica de cinema. É só pra dizer que em New Zealand, mais precisamente na ilha sul, tem-se a impressão de que Frodo e os Elfos vão cruzar o seu caminho a qualquer momento. Todas, absolutamente todas as paisagens parecem locações do filme. Há até um tour que leva ao lugar exato em que cada cena foi filmada. Altamente recomendável pra quem é fã, já que é muuuito fácil se confundir.






Mas antes de ir pra ilha sul, passamos por Auckland junto com a Fernanda (e a Camila que chegou dois dias depois) que foi conosco da Austrália. Chegamos no sábado e a Raquel, sobrinha do Ferraz, que mora na New Zealand há 5 anos estava nos esperando no aeroporto com o Chris, um chileno muito gente boa (que nem ela!).




Deixamos as malas na casa dela e fomos direto pra uma festa (de brasileiros) na casa de umas amigas deles. É tudo que a Vódega me permite lembrar... No dia seguinte passeamos por Auckland, a maior cidade do país com cerca de 1,5 milhão de habitantes. O lugar é lindo, limpo e organizado como tudo que veríamos depois.




 Chegamos em Christchurch no dia 18/05, terça-feira, e pegamos o nosso motorhome Apollo 6Berth (www.apollo.co.nz), com três camas de casal, ar-condicionado, banheiro com água quente, TV, DVD e cozinha completa. Uma verdadeira casa! 
A sensação é de dirigir um freezer horizontal, daqueles antigos de boteco. Daí seguimos para Kaiakoura, uma cidade na costa leste de onde é possível avistar baleias. O dia seguinte amanheceu chovendo, aliás, choveu a noite toda, e logo partimos para a região de Malborough, mas não sem antes apreciarmos a beleza dos imponentes do Kaikoura Rangers e seus picos cobertos de neve (aqui as neves eternas começam em 2.500 m de altitude). 
No meio do caminho encontramos uma praia repleta de leões marinhos, logo ao lado da estrada, onde eles posavam pras fotos.

Marlborough é a principal região vinícola da New Zealand e talvez uma das maiores do mundo nos varietais Sauvignon blanc e Chardonnay, cujas primeiras cepas foram plantadas por volta de 1934. Bom, não precisa dizer que passamos em várias wineries, degustamos, compramos, falamos... 


Diferente do Yarra Valley, aqui há alguns produtores em larga escala, com colheita mecanizada, voltados para os mercados australiano e asiático. Mas há também competentes artesãos (Allan Scott foi o que mais gostamos) que fazem inclusive experiências interessantes com algumas uvas exôgenes como a Gewürztraminer e a Riesling. Dormimos a noite em Mapura, uma cidade próxima a Nelson, o principal porto da região.

No dia seguinte acordamos cedo pra encarar os 500 km de estrada até Franz Josef and Fox Glaciers. O caminho a princípio contorna as montanhas ao norte e depois segue pelo litoral oeste da ilha sul. É uma região tão linda quanto pouco habitada. Há trechos de até 130km sem um único posto de gasolina. Dirigir na ilha sul é surreal e a própria viagem é uma atração em si. Não falo apenas das paisagens, mas das próprias estradas. São ótimas, muito bem sinalizadas e conservadas. Mas devido à geografia, e também à baixa densidade populacional, elas são de pista simples e muito estreitas. Acostamento é artigo de luxo, ultrapassagens só nas overtaking lanes e as pontes, bem, as pontes são na maioria das vezes as antigas pontes ferroviárias construídas no século XIX, de faixa única, só passa um carro por vez! É precios para, olhar, dar passagem se for o caso e só então seguir na fé. Outras com visibilidade limitada têm um sinal de trânsito. E o impressionanete é que funciona, sem congestionamentos ou acidentes. 

Almoçamos no meio do caminho, à beira da estrada em uma praia linda! Tudo bem que não dava pra tomar banho, mas com o sol do meio-dia pude até ficar de camiseta. Não conseguiria fazer isto novamente pelos dez dias seguintes... 

Chegamos em Franz Josef ao anoitecer e fomos direto para o caravan park, que na Austrália e NZ oferece no mesmo espaço várias opções de pernoite: há tents sites pra camping, powered sites (onde vc literalmente liga o carro na tomada), backpacker, motel (equivalente aos nossos hoteis 3 estrelas), self-contained apartments (a nossa famosa quitinete, com quarto, banheiro e cozinha conjugada) e villas (uma casa completa, com dois ou três quartos). A infra de uso comum ainda conta com excelentes chuveiros com água quente, cozinha e refeitório coletivo.
No dia seguinte acordamos com um dia lindo! O final do glacier que desce da montanha está há apenas 5km da cidade, que por sua vez está há outros 6km em linha reta do mar. 

Há 12.000 anos, no final da última era glacial, a geleira ocupava todo o leito do rio, com pouca água já que era final do outono e chegava até o mar. De 1780 até hoje ela perdeu cerca de 3km. No verão com o derretimento de parte da neve que cai nas montanhas o volume de água aumento consideravelmente.
Como o dia estava lindo e a Beatriz definitivamente não ia encarar a trilha até o glaciar permitimo-nos um luxo: fizemos um vôo de helicóptero. 
Sobrevoamos o Franz Josef...
... subimos ao maciço dos Southern Alpes e encontramos o lado leste da ilha completamente coberto de nuvens... 
... totalmente diferente do lado oeste (de onde decolamos), onde brilhava o sol.
Avistamos o Tansman Glacier (o maior dos cerca de 340 que existem na região com 29 km de extensão e até 600 m de profundidade) que está desaparecendo. Uma das provas é uma lago enorme, onde você navega até chegar ao final do glacier e que não existia nos anos 70!
E aí deparamos com os 3.754m do Aoraki/Mt. Cook, a maior montanha da NZ, que rodeamos...
... para pousar em um vale no meio da neve, onde a Beatriz pode pegar no gelo pela primeira vez na vida. 
Depois descemos sobrevoando o Fox Glacier e voltamos a Franz Josef (os dois vilarejos que levam os nomes dos respectivos glaciers estão separados por apenas 23km). 
Foi a primeira vez que entrei em uma aeronave de asas rotatórias. A Lu e a Beatriz idem. Fiquei besta pelo resto do dia, e pelo seguinte também. Em qualquer buraco da NZ tem uma empresa de vôos panorâmicos. E é o lugar ideal para fazer isto, se tiver a oportunidade não esite, vá! 
Acabamos à tarde na praia, prova que a NZ é um lugar de paisagens variadas, aproveitando pra admirar mais uma vez a imponência do Aoraki/Mt Cook. 
À noite dormimos em Fox, já que a Camila e a Fer fariam a trilha sobre o respectivo glaciar no dia seguinte. Continua...

sábado, 5 de junho de 2010

Byron entre amigos

Apesar do recesso das longas noites paulistanas, não esquecemos totalmente das festinhas em Byron. Tivemos vários momentos de diversão e música noite adentro (pelo menos até a polícia chegar). E também de testar novos sabores, o primeiro foi o Jambalaya, no apartamento da Jonson St. com os primeiros amigos que fizemos em Byron: Paulinha, Fernanda, Estela (que também contribui com esse blog) e Sabrina
Depois de muito BBQ no hot plate achamos uma churrasqueira e fizemos um autêntico na brasa, ou quase, porque o carvão que eles vendem é mineral! PETRÓLEO, amigo! Na foto, Estefi, Jésxica, Fer, Camila, Natália, Maria Fernanda e Sabrina
Antecipando o giro asiático, uma noite de curries. Verde, que é o meu preferido, em duas versões: veggie e frutos do mar. A mesa de petiscos, criação das meninas contava com saladinhas e várias bruscchetas (tomate, cogumelo, yumi!). No fundo Ju, o casal Laila e Leaf (os donos da casa) e Marja.


E, claro, a obrigatória feijoada. Feita e aquecida na BBQ da praia, para uma refeição de domingo no melhor estilo OZ. Na foto, Ju, Jéxica e Sabirna (sempre). Saudades!
A festa espanhola, que não teve comida e aí foi uma sangria desatada... Nas fotos os queridos espanhóis Carlo, Alex e os japoneses Tomohiro e Tomonori. Espero que tenha escrito certo, se não me desculpem! (tb tanto faz, eles não entendem português)
Também teve festa da Beatriz no aniversário no sushi (na foto de baixo Sabrina e seu Salmão Teriaky e salada com molho de Tahine, segundo o chefe japonês usa muito Tahine, mas lá tem outro nome)...


...com as amigas na Main Beach e na escola no final do Term 1...

... e comandando a jam com o Uirá na casa do Flávio
Também teve festa de música, voluntariando no BluesFest
Fazendo rolo de gente...
... e entrando em transe no Earthfreq
Também participamos da cena política local, comparecendo em comitiva ao Mardi Gras de Nimbin (todo mundo que conhecíamos em Byron estava lá!)

E a nossa despedida, snif, snif... O crédio das fotos é do Júlio, um uruguaio muito gente boa que conhecemos em Byron (pena que não foi antes). Ah! A festa espanhola foi na casa dele, corajoso esse homem... Nas fotos, Max, Ester (directo de Catalunha), Jéssica (tá em todas!), Estela, Estefi (2x) junto com seus patrícios espanhóis Alex e Fernando. De lado aparece Gui-pelirrojo e Pamela num téte-a-téte com Lu.
E é isso, até a próxima p-p-p-ppessoal!